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É uma convulsão: socorro!

Alguns idosos com Alzheimer podem apresentar convulsões, que geralmente ocorrem nas fases mais tardias da doença, isto no entanto, não impede que elas possam acontecer precocemente. Familiares e cuidadores devem estar preparados para esta ocorrência que, via de regra, assusta enormemente, dando a impressão que o paciente pode morrer.

Em primeiro lugar, mantenha a calma. Dificilmente o paciente morre durante uma convulsão.

Posicione o idoso no leito ou mesmo no chão se ele caiu, com a cabeça lateralizada. Evite colocar a mão em sua boca para puxar a língua, no máximo coloque um objeto cilíndrico (como uma caneta) entre os dentes, para evitar que ele se machuque mordendo a própria língua.

Desabotoe golas e colarinhos, mantenha as vestes frouxas e confortáveis e mantenha o ambiente arejado.

É da maior importância, que a segurança do paciente seja mantida durante uma crise convulsiva, que pode ser do tipo tônica (quando o paciente apresenta o corpo contraído), clônica (quando o paciente apresenta “pulos”, como se estivesse exposto a um choque elétrico) ou mista, do tipo tônico-clônica.

Pense que as quedas são bastante comuns durante uma crise convulsiva, no momento em que o paciente se “bate”. Essas quedas, freqüentemente trazem conseqüências ruins para ele, como as fraturas ou traumas cranianos, por exemplo. Por isso, proteja-o de quedas, fique o tempo todo ao seu lado.

Caso seja a primeira vez que isso ocorre, contate imediatamente o médico responsável.

Se o paciente já usa medicação anticonvulsiva e, ainda assim, está apresentando convulsões, contate o médico, para que haja um ajuste na medicação prescrita.

Não alimente pacientes convulsivos com grandes quantidades de alimentos, pois, caso ele apresente uma convulsão com o estômago cheio, o risco de aspirações é muito maior. Fracione sua dieta, ofereça várias vezes ao dia pequenas quantidades de alimentos.


Dicas para que seu idoso possa se alimentar de uma forma adequada

Nem sempre alimentar um idoso é tarefa fácil. Horários regulares, ambiente tranqüilo, especialmente muita calma e paciência da parte de quem cuida são fatores imprescindíveis para que a alimentação seja bem aceita por ele. A seguir, listamos algumas dicas preciosas:

1. O idoso deverá estar sentado confortavelmente para receber a alimentação.
2. O ambiente deverá ser calmo, livre de ruídos.
3. Jamais ofereça alimentos quando o idoso estiver deitado.
4. Os idosos que ainda conservam a independência para alimentar-se sozinhos devem continuar a receber estímulos para esta ação, não importando o tempo que levem para fazê-lo.
5. O cuidador nunca deverá criticar ou apressar o idoso durante as refeições.
6. As instruções passadas ao idoso deverão ser claras e o comando suave.
7. Para aqueles idosos que demoram para alimentar-se, o uso de baixelas térmicas, que mantém o alimento aquecido por mais tempo, é bastante útil.
8. Os utensílios utilizados durante a refeição devem ser preferencialmente lisos e claros. As estampas – de pratos, por exemplo – podem distraí-lo e reduzir sua concentração naquilo que lhe é explicado no momento (mastigação e deglutição).
9. Independentemente da apresentação da dieta – sólida, pastosa ou líquida – deve-se, sempre que possível, respeitar as preferências do idoso. Uma pessoa que sempre gostou de comer carne, mas que já não consegue deglutir pequenos pedaços, deve ter a carne liqüidificada e servida em consistência de purê. O mesmo artifício deve ser utilizado para os outros alimentos.
10. O convívio com a família é de extrema importância. Sempre que possível, deve-se permitir que o idoso alimente-se em companhia de seus familiares.
11. A vida social deve ser mantida enquanto possível. Se era hábito do idoso almoçar fora, os restaurantes devem ser selecionados e a opção por um local tranqüilo é a ideal.
12. Aqueles que apresentam dependência severa devem ser alimentados com colheres, em lugar de garfos.
13. Os alimentos crus e secos devem ser evitados, pois o perigo de engasgamento é maior.
14. Doces e salgados serão permitidos, desde que não haja restrição médica. Os temperos devem ser suaves e os molhos picantes


Como proteger seu idoso de acidentes? – parte 2

Continuando post de sexta-feira, seguem abaixo mais dicas que possam evitar acidentes com o seu idoso:

- As tomadas devem ser especiais, cobertas por tampas.

- Luminárias devem ser colocadas no alto, grandes lustres devem ser evitados. Fios e extensões mantidos fora da área de circulação.

As portas devem ser mantidas fechadas e todas as chaves (com cópias) em poder do cuidador, ou em local seguro inacessível ao paciente. Fechaduras devem possibilitar a abertura da porta pelos dois lados, pois auxiliam o cuidador caso o paciente tranque-se e não consiga abrir a porta.

- As janelas nunca devem permanecer abertas, quando o paciente estiver só. Deve-se avaliar a necessidade de colocação de telas ou grades, especialmente nos casos de o paciente residir em apartamentos.

- Mesas de centro, móveis com vidros e saliências pontiagudas devem ser removidos, quando constituem obstáculo à passagem.

- Os lugares por onde o paciente circula devem ter preferencialmente pisos antiderrapantes, lisos (sem estampados), sem tapetes soltos, livres de objetos que possam confundir e ocasionar quedas.

- Os sofás, poltronas ou cadeiras devem ser envolvidos cuidadosamente. Devem ser firmes, fortes, com antebraços que permitam o apoio para o ato de sentar e levantar, devem ainda ser revestidos de material impermeável e lavável, principalmente nos casos de pacientes incontinentes.

- As paredes devem ser pintadas em tom pastel, não é aconselhável o uso de papéis de parede estampados e com desenhos, pois podem gerar crises e alucinação e agitação.

- O paciente nunca deve ficar totalmente no escuro. É preciso instalar o que chamamos de “Luz de Vigília “- pequena luz que ligada à tomada, produz iluminação suficiente.

- A cama convencional e baixa é indicada nas fases iniciais da doença de Alzheimer. Deve-se sempre, no entanto, avaliar a necessidade de colocação de grades laterais.

- Os pacientes agitados devem ter sua cama encostada em uma das paredes e possuir grade lateral.

- As camas hospitalares com grades laterais e providas de colchão “casca de ovo” são indicadas para pacientes de alta dependência.

- A iluminação natural é ideal. Deve-se manter os ambientes claros e arejados.

- Caso haja escadas, estas devem ser bem iluminadas e contar com corrimão de ambos os lados.

- Os passeios externos devem ser incentivados, porém estarão subordinados ao grau de dependência apresentado.

- Passeios de carro podem ser agradáveis.  Providencie para que haja travas nas portas, que impeçam que elas abram por dentro. Acomode o paciente preferencialmente com um acompanhante na parte traseira do automóvel, com cinto de segurança.

 

 

 


Como proteger seu idoso de acidentes? – parte 1

Idosos confusos, vagantes, com limitações motoras, desorientados no tempo e no espaço, necessitam de supervisão constante e algumas medidas, que previnam a ocorrência de acidentes, tanto domésticos quanto em ambientes externos devem ser adotadas.

- Adaptar o ambiente tornando-o mais seguro é de suma importância. Inicialmente analise cada compartimento da casa, a fim de eliminar riscos potenciais de acidentes. A cozinha e o banheiro são freqüentemente os dois ambientes mais perigosos para o portador da doença de Alzheimer.

- Embora as adaptações sejam necessárias, não devem descaracterizar totalmente o ambiente familiar ao idoso e pelo qual ele tem apreço. Assim, móveis e objetos familiares a ele devem ser mantidos no mesmo lugar. Todos os objetos perigosos devem ser removidos, genericamente: os pontiagudos, cortantes, quebráveis ou pesados (faqueiro, martelo), pequenos objetos como alfinetes, botões, agulhas, moedas (que podem ser engolidos), devem ser guardados em local seguro. Objetos como eletrodomésticos, louças, facas devem ser guardados em local seguro.

- Estimule o idoso a ajudar com tarefas simples que não ofereçam perigo. Nunca permita que ele execute atividade na cozinha quando estiver sozinho. Pense que ele pode não se recordar de como manipular eletrodomésticos com segurança. Uma dona de casa que não mais consegue ligar uma batedeira de bolo deve ser estimulada da seguinte forma: “Tenho uma nova receita que gostaria que você fizesse, no entanto o ´segredo´ para que ele fique gostoso é que deverá ser batido à mão”.

- Não permita que o idoso aproxime-se de panelas contendo alimentos quentes, chama do fogão. Mantenha o gás desligado.

- Atenção com a porta da cozinha. Se ela se comunicar com o exterior da casa, mantenha-a fechada.

- Mantenha produtos de limpeza, desinfetantes, detergentes ou inflamáveis, como álcool em armários, que devem permanecer fechados. Mantenha fósforos e acendedores em local inacessível a ele.

- A geladeira deve ser mantida limpa e fechada. Lembrar que a maioria dos idosos mantém uma dieta alimentar (como os hipertensos e diabéticos) que deve ser respeitada.

- Gavetas na cozinha que acondicionam objetos pesados (faqueiros, por exemplo), devem ser colocadas na parte inferior do armário para evitar acidentes, caso haja o desencaixe. É extremamente comum idosos sofrerem traumas (cortes, fraturas), após abrirem esse tipo de gaveta que (sem travas) caem aos pés gerando o acidente.

- O piso da cozinha deve ser preferencialmente antiderrapante. Nunca o encere, o risco de quedas com conseqüente fratura é muito alto.

- Os banheiros geralmente apresentam pisos lisos e escorregadios, deve-se providenciar tapetes antiderrapantes (emborrachados) para evitar quedas.

- Se possível, deve-se colocar barras de segurança na parede do interior do box e ao lado do vaso sanitário.  Elas permitem que o idoso se apoie em suportes falsos, como os de toalhas, cortinas, a pia, e sinta-se seguro.

- Retire do armário do banheiros todos os medicamentos, lâminas de barbear, soluções etc. Mantenha apenas os objetos pessoais de higienização.

Mais dicas no próximo post. Aguarde


Apareceu uma ferida no corpo do meu idoso. O que fazer?

Um dos problemas mais comuns apresentados pelo portador da doença de Alzheimer, especialmente aqueles que mantém-se por longos períodos no leito ou poltronas são as úlceras por pressão (escaras). Existem muitas causas que podem ser responsáveis pelo seu aparecimento, entre elas, desnutrição, desidratação, anemias, infecções, aparelhos gessados, má higienização e, a mais freqüente, imobilidade.

Abaixo listamos algumas dicas que possam te ajudar a evitar que essas feridas apareçam.

1. Observe com atenção se o paciente está recebendo dieta e hidratação adequadas.

2. Deve-se prevenir a qualquer custo o seu aparecimento.

3. Mantenha a pele hidratada, utilizando loções hidratantes por todo o corpo após o banho.

4. Pacientes mais dependentes devem ter, sobre o colchão normal, o colchão casca de ovo. Os lençóis devem estar perfeitamente esticados sobre a cama, livres de pregas e rugas que machucam a pele.

5. Os lençóis devem ser trocados sempre que forem molhados.

6. Se o paciente recebe sua alimentação no leito, eleve a cabeceira, e ao final, inspecione a cama para remover quaisquer resíduos de alimentos que, eventualmente, tenham caído durante a refeição.

7. Deve-se evitar pressões demoradas do corpo sobre a cama, especialmente em regiões com proeminências ósseas como, parte lateral do quadril e coxa, região do cóccix (final da coluna), ombros, entre os joelhos, cotovelos, tornozelos, calcanhar.

8. Posicione o paciente na cama ou poltrona, com pequenas almofadas casca de ovo, nas regiões críticas.

9. Quando no leito, fazer mudança de decúbito (posição) de 2/2h.

10. Ao mobilizar o paciente ou quando for trocá-lo, massagear a pele que está sofrendo pressão maior.

11. Quando estiver sentado, mantê-lo sobre uma almofada casca de ovo, e, levantá-lo a cada duas horas, massageando a pele que está sofrendo pressão.

12. Qualquer sinal de hiperemia (vermelhidão) na pele, deve merecer maior atenção, proteja a região avermelhada com hidratantes, faça massagens que irão ativar a circulação e se possível, exponha a região ao calor.

13. A higiene rigorosa da pele é a maior arma que se tem para se prevenir ou deter a evolução de uma escara. Por isso, em caso de pequena lesão aberta, esta deve ser lavada com água e sabão, e não sofrer pressão de nenhuma espécie.

14. As lesões mais profundas devem ser lavadas com Soro Fisiológico 0,9%, morno (para que não haja vasoconstrição), e tratadas com cremes/pomadas ou antibióticos sistêmicos prescritos pelo médico.

15. Todas as lesões devem ser expostas ao calor, a luz solar matinal, ou o calor artificial, gerado por uma lâmpada infra vermelha, que deve ser aplicada à pele com cuidado, para não produzir queimaduras, ou seja, num tempo de exposição de aproximadamente 15 minutos, a uma distância da pele de 30cm. Este calor promoverá a vasodilatação sangüínea, aumentando a oferta de oxigênio aos tecidos, facilitando a cicatrização.

16. Se surgirem pequenas bolhas na pele, não se deve furá-las, mas expor ao calor seguindo a mesma orientação anterior.

17. Lesões infectadas (com presença de pus), devem ser avaliadas pelo médico, ele saberá indicar qual creme ou pomada estará indicado a cada paciente, individualmente.

18. Lesões infectadas podem receber curativos com açúcar, e neste caso, manter o açúcar na lesão por um período não superior a 30 minutos, lavando bem em seguida a área afetada e procedendo após, o curativo habitual.

19. Não coloque sobre a lesão nenhum tipo de receita caseira, ensinada por amigos, vizinhos ou curiosos, lembre-se, apenas o médico, após avaliação, terá condições de prescrever a medicação e curativos corretos.

Em resumo, sua maior arma contra as escaras é a prevenção. Isto se faz através da observação rigorosa do paciente, de sua pele, da higienização e da mobilização. Fique atento.


Ele gostava de viajar, não pode mais?

O lazer deve ser encarado como necessidade básica. Assim, todos os hábitos e preferências do idoso com Alzheimer devem ser mantidos e adaptados segundo o grau de dependência apresentado, visando preservar e manter, por longo tempo, atividades que produzam bem estar.

Uma das alterações que o idoso apresenta é a desorientação espacial. Deve-se ter muito cuidado com mudanças de ambiente, que produzam estranheza e possam provocar crises de delírio, agitação e alucinação.

As viagens são indicadas, desde que curtas.

Caso seja de carro, o motorista deve avaliar a necessidade de parar o veículo a intervalos de tempo que não excedam 2h, para dar oportunidade ao idoso de caminhar, alimentar-se ou ir ao banheiro.

Evitar viagens de automóvel no meio do dia, especialmente no verão.

É aconselhável iniciar uma viagem de carro, ao amanhecer, aproveitando que o idoso, na maioria dos casos, acorda cedo.

As viagens de avião também são permitidas, porém deve-se levar em conta as horas do vôo. Converse com o médico do idoso. Apenas ele poderá avaliar a necessidade ou não de medicá-lo para que o idoso fique tranqüilo durante a viagem.

Nas paradas, jamais se descuide do idoso, mantenha-o identificado (pulseiras, medalhas, etiquetas).

Se houver um comportamento inadequado em público, discretamente retire-o do ambiente. Infelizmente para as pessoas que desconhecem a doença, alguns comportamentos apresentados provocam risos. Não permita que o paciente sinta-se exposto ao ridículo. Ele está sob sua responsabilidade. Trate-o com amor e respeito.


É preciso manter seu idoso sempre ocupado

Manter seu idoso sempre realizando atividades é extremamente importante. Porém, deve-se levar em consideração as suas preferências anteriores na tentativa de mantê-lo ocupado por maior tempo possível. Ouvir o aconselhamento de profissionais capacitados em manter as atividades é bastante útil. Dessa forma, a ajuda de um fisioterapeuta e de um terapeuta ocupacional proporcionará adequada manutenção das atividades, respeitando-se o grau de dependência apresentado.

Todas as atividades devem estar subordinadas às habilidades e limitações atuais do idoso. As habilidades devem ser analisadas, individualmente. A falta de interesse demonstrada por alguma atividade pode simplesmente significar que ele não consegue realizá-la.

Crianças costumam alegrar pessoas idosas. Planeje atividades que envolvam idosos e crianças, porém, lembre-se, elas devem ser supervisionadas. Considere que um simples choro de criança pode assustá-los e precipitar crises de agitação e agressividade.

Quando possível, convide seu idoso para ir às compras ou leve-o para passear por um centro comercial. Esta atividade distrai e permite o exercício físico, tão necessário a ele.

O idoso deve receber orientação de como realizar uma determinada atividades todas às vezes que for executá-la. Lembre-se que provavelmente você terá que terminá-la por ele.

Atividades domésticas simples, como varrer, tirar o pó, devem ser encorajadas, pois irão gerar, no paciente, um sentimento agradável de participação e utilidade. No entanto, você deve supervisionar estas atividades. Quando executadas na cozinha, a atenção deve ser dobrada. Utilize estratégias como: “Hoje trouxe-Ihe uma receita deliciosa de bolo, no entanto, o segredo é batê-lo à mão”, evitando com isso prováveis acidentes com eletrodomésticos.

As atividades sociais fora de casa devem ser selecionadas. Amigos ou parentes que o acompanham devem ter plena consciência de suas limitações, para que possam agir transmitindo calma e segurança.

O cuidador deverá ser bastante criativo e observador para adaptar e talvez substituir atividades que outrora eram realizadas com perfeição, mas que agora já não são mais possíveis.

As atividades profissionais (desde que possível) devem ser incentivadas e o idoso observado sutilmente, ainda que seja preciso que outra pessoa, em um segundo momento, refaça a tarefa executada por ele.

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Como cuidar de quem tem Alzheimer

Como estabelecer uma rotina para os portadores de Alzheimer? Confira a reportagem do Portal do Envelhecimento.


Andar sem parar, o que é isso?

Trata-se de um estado de inquietude que faz com que o paciente ande de um lado para outro, sem demonstrar sinais de cansaço. Fenômeno conhecido por vagância ou perambulação. É uma alteração de comportamento que também pode estar relacionada a quadros infecciosos e desidratação.

A principal preocupação evidentemente está em trabalhar para o reconhecimento das possíveis causas da vagância, além de manter a segurança pessoal/ambiental. A perambulação pode ocorrer a qualquer momento. Alguns pacientes não a apresentam, isto porque não existe um padrão de evolução igual para todos eles. O cuidador deve pensar, portanto, em formas de minimizar os riscos e perigos que a perambulação pode oferecer (quedas, fugas).

Familiares próximos, comerciantes, amigos, vizinhos, devem ser comunicados quando o paciente apresentar este fenômeno. Eles devem ser orientados que, caso o paciente seja encontrado vagando pelas ruas, devem aproximar-se calmamente e tranqüilizado-o, conduzi-lo para casa.

A dieta que o paciente recebe deve ser equilibrada com uma oferta maior de carboidratos, pois o seu consumo de energia é maior. Esta é um dos fatores que pode explicar a perda de peso.

A desorientação têmporo-espacial (incapacidade para reconhecer dias e noites e o local onde se encontra) também pode explicar a inquietação motora demonstrada pelo paciente.

Infecções, reações adversas a alguns medicamentos, dores, fecalomas (fezes em consistência de pedra), devem ser descartados por um médico. Às vezes a presença de um inseto nas roupas ou qualquer outra sensação de desconforto, pode causar inquietude motora, fazendo o paciente vagar.

Alterações de sono também são responsáveis pela perambulação. Deve-se evitar que o paciente durma durante o dia. Lembrar que idosos tem menor necessidade de sono. Pacientes que apresentam perambulação noturna (caminham à noite), não devem dormir de meias, o risco de escorregar e cair é muito alto.

Mantenha o idoso ocupado durante o dia, atividades e exercícios físicos adaptados àss suas limitações (se houverem) devem fazer parte de sua rotina. Caminhadas, atividades domésticas simples, serão de grande valor, e embora ele (a) muitas vezes não consiga terminar uma atividade, gasta energia e possivelmente terá um sono mais tranqüilo.

Medidas de segurança devem ser adotadas, mesmo para aqueles idosos que nunca tenham se perdido; ele deve ser observado sutilmente, identificado com uma pulseira, medalha ou até mesmo na parte interna da etiqueta do vestuário com nome, endereço e se possível dados médicos. Todos os riscos devem ser avalizados pelo cuidador e a família. Assim, portas, janelas, poços, piscinas, escadas, sacadas, devem ser supervisionadas rotineiramente com a finalidade de manter a segurança do paciente que vaga. Os arredores da casa também devem ser analisados, ruas com tráfego intenso oferecem grande perigo. Travas colocadas na parte alta ou baixa da porta mantém a casa segura e dificilmente são percebidas pelo idoso. Se houver quintal, este deve ser protegido por cercas altas e firmes ao redor.

Vãos abertos em escadas devem ser fechados. As chaves do carro devem ser guardadas em local seguro, longe do alcance do idoso. Muitos já foram encontrados após horas, perdidos, dirigindo inclusive carros de outras pessoas. Pense que talvez retirar uma ou outra peça do carro, impedindo com isso que ele funcione, pode ser uma boa solução alternativa.

Caso o idoso saia e se perca, é conveniente iniciar a procura em locais que habitualmente ele freqüentava, familiares a ele. Lembre-se ele não pode sentir-se perseguido pelo cuidador, observe-o e supervisione suas atividades com sutileza.


Dar banho no seu idoso é um problema?

Se o seu idoso está com dificuldades para tomar banho, a primeira ação é tentar identificar a(s) causa(s) da recusa. O paciente pode estar com dificuldade para caminhar, ter medo da água, medo de cair, pode estar deprimido; com infecções que geram mal estar, dor, tonturas ou mesmo sentir-se envergonhado por expor seu corpo diante de um cuidador estranho, especialmente se for do sexo oposto.

Abaixo listamos algumas dicas:

Adaptando o ambiente

1. Todas as adaptações deverão ser feitas mediante o grau de dependência apresentado.
2. Mantenha o piso seco e no interior do box utilize tapetes anti-derrapantes (emborrachados) para evitar quedas.
3. A colocação de barras de segurança na parede (semelhantes àquelas utilizadas em academias de balet) são de grande ajuda, pois permitem que o paciente se apoie nelas durante o banho, fazendo-o sentir-se mais seguro.
4. Se é difícil para ele manter-se em pé por muito tempo, pense que talvez uma cadeira de banho vá auxiliá-lo e permitir maior conforto.

Respeite seus hábitos

1. Os que apresentam dependência leve devem ter seus hábitos de higiene respeitados como: horário do banho, marca de sabonete, shampoo, etc.
2. Não há razão para se “obrigar” o paciente a banhar-se pela manhã se é seu hábito fazê-lo à tarde.
3. É interessante criar uma rotina para aqueles que apresentam dependência severa. Isso facilita o trabalho do cuidador e cria um hábito para o paciente.
4. Mesmo os acamados devem ser levados ao banheiro para que seja realizado o banho de chuveiro. Esta é uma ótima oportunidade de mobilização.
5. Banhos no leito devem ser evitados, sendo indicados apenas para aqueles pacientes com prescrição de repouso rigoroso no leito.

Indo para o banheiro

1. Prepare o banheiro previamente e leve para lá todos os objetos necessários à higiene.
2. Elimine correntes de ar fechando portas e janelas.
3. Separe as roupas pessoais antecipadamente.
4. Regule a temperatura da água que deve ser morna.
5. Se possível, o paciente deve ser despido no quarto e conduzido ao banheiro protegido por um roupão.  Neste momento, evite fixar os olhos em seu corpo (isto pode constrangê-lo), observe-o sutilmente.

O banho propriamente dito

1. Oriente-o para iniciar o banho e auxilie-o, se necessário.
2. Não faça por ele. Estimule, oriente, supervisione, auxilie. Apenas nos estágios mais avançados da doença o cuidador deve assumir a responsabilidade de dar o banho.
3. Aproveite a oportunidade para massagear suavemente a sua pele, isto favorece a circulação sangüínea e produz grande conforto.
4. Não utilize buchas de banho, lembre-se que a pele é muito sensível e você pode provocar lesões.
5. Lave a cabeça no mínimo 3 x por semana, utilize shampoo neutro, observe se há lesões no couro cabeludo. Mantenha se possível, os cabelos curtos.
6. Observe se há necessidade de cortar as unhas das mãos e dos pés, em caso positivo, posteriormente, corte-as retas com todo o cuidado especialmente nos pacientes diabéticos.
7. Após o banho, seque bem o corpo, principalmente as regiões de genitais, articulares (dobra de joelhos, cotovelos, axilas) e interdigitais (entre os dedos).

 

 

 

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