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Dicas para um cuidador familiar

Para um cuidador familiar, o dia não tem somente 24 horas ! Não tem sábado, domingo, feriados ou até mesmo férias. Abaixo, temos dez dicas para que os cuidadores entendam como é importante o descanso, o apoio da família e o próprio cuidado com a sua saúde:

01. Cuide de si mesmo: você não conseguirá cuidar bem do idoso, se você estiver doente ou esgotado(a).

02. Faça exercícios e cuidado com o que come. Tenha um estilo de vida saudável.

03. Esforce-se para alcançar o equilíbrio em sua vida. Lembre-se de pedir ajuda.

04. Faça suas visitas ao médico, regularmente. Arranje tempo para cuidar também da sua saúde.

05. Reduza seu ritmo. Não dá para ficar trabalhando 24 horas por dia e sete dias por semana. Peça ajuda!

06. Procure serviços de apoio, com os que oferecemos aqui na Maioridade.

07. Cuidado com a depressão!

08. Busque o apoio da família e dos amigos, se você precisar de ajuda.

09. Tire finais de semana ou férias para descansar . Procure relaxar e fazer coisas diferentes.

10. Crie uma rede de apoio de amigos, familiares e profissionais. Você nunca deve ficar sozinho(a) ou cuidar da pessoa idosa sozinho(a)! Nunca!

 


Fique de olho com a hidratação do seu idoso

A desidratação é uma indicação de que o corpo não tem fluidos em quantidade suficiente para continuar funcionando adequadamente e por isso, nos idosos, pode ser algo muito grave. Um dos muitos indicadores é a urina escura. A tabela abaixo pode ser usada como referência.

O ideal de ingestão hídrica para idosos, é calcular 30ml pelo quilo do peso dele. Esse resultado é o mínimo de liquido que ele deve beber durante o período de 24 horas.

tabela_cor_urina_desidratacao

 


Problemas alimentares na doença de Alzheimer: o que fazer quando o paciente não quer comer?

Sabemos que os problemas alimentares são um dos desafios que encontramos na doença de Alzheimer. Oferecemos algumas sugestões que podem auxiliar na hora do cuidado:

– Incentive algum exercício antes da refeição.

É relevante lembrar que: um “simples” banho já pode ser uma atividade motora para o paciente, uma forma de gastar energia e ajudar a sentir fome.

– Monitore a interferência das medicações.

Alguns medicamentos interferem com o apetite. Discuta com o médico a falta de interesse em comer.

– Capriche no cardápio do paciente.

Qualquer pessoa sente-se estimulada a comer quando está diante dos seus sabores preferidos, concorda? O acompanhamento com um Nutricionista é essencial, visando entender o caso e verificar todas as necessidades de uma maneira mais aprofundada. Sendo assim, ele pode te ajudar muito!!

–  Fique atento a quem está dando a refeição.  

Observe se o paciente com Alzheimer tem um bom vínculo com o cuidador que oferece a alimentação, pois a recusa em se alimentar pode não ter relação com o alimento, mas com quem o está oferecendo.  Se preciso, tente uma pessoa diferente para oferecer a alimentação!

– Reduza distrações no ambiente em que ocorrem as refeições.

Preste atenção se o processo de alimentar o paciente não está sendo prejudicado por distrações nesse contexto. Uma TV ligada, uma conversa paralela ou uma pessoa que está por perto pode ser o motivo de distração. Lembre-se que o que para você pode não ser uma distração, para a pessoa com Alzheimer pode ser! Ou seja, o ambiente está adequado????

– Evite o alimento muito quente ou muito frio, uma vez que podem ser desagradáveis. 

Sempre é necessário conferir a temperatura do alimento e tentar fazer a relação entre esta e a recusa de comer.

– Alimentar o paciente com estímulos associados.

Tente dar ao paciente pequenas colheradas e enquanto isso, cante com ele, faça perguntas, crie um momento de diversão que pode ajudar na hora da alimentação. Leve a pessoa a sorrir ou a falar para que a boca se abra e você possa aproveitar e colocar um pouco de comida na boca. Claro que precisamos de delicadeza enquanto fazemos isso, lembre-se que isso é uma ajuda para introduzir o alimento, não é para forçar o paciente a comer e criar uma situação de estresse.

– Use utensílios adaptados.

Pode ser que você precise usar talheres menores, copos com alças e outros utensílios adaptados. Um terapeuta ocupacional pode te ajudar a definir o que é necessário a partir de uma avaliação do processo de alimentação.

– Monitore a mastigação e a deglutição.

A mastigação e a deglutição podem ser afetadas ao longo da progressão da doença de Alzheimer. Pode ser necessário dar instruções sobre quando mastigar e quando engolir.


O que e como conversar com o seu idoso

Ter um idoso em casa exige outros cuidados tão importantes quanto os já tradicionais do dia-a-dia, que muitas das vezes passam despercebidos pela família. Assuntos como: evitar acidentes em casa, ter cuidados com a saúde, ficar atento aos golpes e fraudes cometidos frequentemente contra idosos, entre outros, devem ser discutidos pelos familiares com seu idoso. É importante discutir alguns assuntos, até para deixar claro que o objetivo é tornar a vida do idoso melhor, mais fácil e prática. Tudo para o bem dele.

Porém, um ponto muito importante para tratar de assuntos tão delicados com o idoso, é a forma de abordagem. Antes de tudo, é preciso respeitar as características do idoso e tomar os devidos cuidados para não infantilizá-lo. Trate-o com respeito e entenda como ele é. Se é mais expansivo, não há problema em abordar os assuntos na frente da família. Mas, se ele é mais fechado, a tarefa deve ser dada ao familiar mais próximo, reservadamente e com carinho.

Outro fator importante é saber lidar com sua resistência inicial. Afinal, mudar os hábitos não é confortável para ninguém. Muito menos para quem vive há anos da mesma forma.

Mas lembre-se, conversar sempre com o idoso é uma foram dar atenção e prevenir que algo possa acontecer.


O Alzheimer pode ensinar muitas coisas

Abaixo transcrevemos 10 lições que a premiadíssima autora do livro ‘Come Back Early Today: A Memoir of Love, Alzheimer’s and Joy’ aprendeu ao cuidar do seu marido com Alzheimer, por sete anos. Vale a leitura. Tradução feita e publicada por Erika Nigro, no site coisasdevelho.com.br

1. Prazeres simples podem trazer muita alegria a pacientes com Alzheimer: analisar uma roupa velha como se a estivesse vendo pela primeira vez, receber presentes

2. Animais, crianças, música e arte podem alcançá-los em níveis que nós não podemos: todos esses elementos podem facilitar a conexão e comunicação com pessoas que não falam ou não reconhecem mais seus entes queridos.

3. Por que as vezes os pacientes com Alzheimer ficam repetitivos: aprendi com meu companheiro e com minhas senhoras que quando isso acontece é porque os sujeitos da história contada diversas vezes ou a pergunta repetida são bastante importantes. O melhor a se fazer por eles é responder a tudo, como se fosse a primeira vez.

4. Só porque eles não falam não significa que eles não são perfeitamente cientes do que está acontecendo ao seu redor e que as pessoas estão dizendo e sobre eles: Uma das minhas senhoras não fala mais, e quando eu a visita apenas seguro sua mão e falo com ela em voz baixa. Achava que ela não estava ciente de mim ou seus arredores. Mas quando eu disse que ela deveria estar muito orgulhoso de sua filha, ela inflexivelmente balançou a cabeça de um lado para o outro, indicando ‘não’. Que me disse que ela entendeu perfeitamente o que eu estava dizendo.

5. Geralmente não há nenhuma razão para dizer-lhes que alguém está morto: Não é incomum para as pessoas com doença de Alzheimer perguntem onde uma determinada pessoa está quando, na verdade, essa pessoa faleceu anos antes. Ao invés de dizer-lhes que a pessoa está morta – o que provavelmente vai aborrecê-los – é melhor para contar uma pequena mentira e dar alguma explicação a respeito de onde a pessoa está e que eles vão voltar em breve. Mostrar-lhes o atestado de óbito, como algumas pessoas fazem, não vai ajudar, porque eles vão logo esquecer.

6.  Corrigi-los com alguma coisa, provavelmente quer constrangê-los ou então iniciar uma grande discussão: cuidado e orgulho não se misturam! Para evitar envergonhar a pessoa ou, mais ainda, para evitar uma discussão importante, tente concordar com o que eles dizem, mesmo que seja errado. Leva algum tempo para dominar esta abordagem, mas é geralmente bem sucedido.

7. Pessoas com Alzheimer podem se adaptar a algumas situações melhor do que pessoas saudáveis: uma vez meu marido me contou uma história de que havia sido espancado por alguns rapazes na rua. E sofreu por isso, como se fosse verdade. Eu fiquei muito chateada por vê-lo inventar e sofrer por aquilo tudo sem querer. Na manhã seguinte ele havia esquecido o episódio e eu continuava chateada por tudo aquilo.

8. Eles ainda podem aproveitar a vida: Muitas pessoas assumem que as pessoas com a doença de Alzheimer não podem aproveitar a vida. No entanto, vários especialistas que entrevistei concordaram unanimemente que, embora a doença de Alzheimer é uma doença terrível, as pessoas que a possuem ainda têm a capacidade de aproveitar a vida.

9. Pessoas com Alzheimer podem se lembrar do amor do passado e também experimentar o amor no presente: Aprendi isso com meu marido. Uma vez eu lhe mostrei uma foto antiga de nós juntos. Ele disse: “Ah … Ela me amava.” Então, ele olhou nos meus olhos do jeito que ele tinha 25 anos antes. Ele não sabia que eu era a mulher na foto, mas ele se lembrou de que ela o amava.

10. Visitar pessoas com a doença de Alzheimer pode ser muito gratificante: Eu tinha ouvido isso muitas vezes mas eu não acreditava. Eu pensava que poderia ser útil para as pessoas que estão sendo visitadas, mas não acho que eu poderia me beneficiar. Como eu estava errada. Não importa que tipo de humor que estou antes de eu ir, eu sempre me sinto melhor quando eu saio.


Vamos beber água

O calor está de matar e por isso temos que ficar de olho para evitar a desidratação dos nossos idosos. É preciso manter o organismo sempre hidratado com água ou isotônicos e evitar a exposição a elevadas temperaturas. É comum que as pessoas com mais idade sintam menos sede, mas isso não significa que devam beber menos água. Muito pelo contrário, devido a isso elas precisam de uma atenção especial.  A falta de água no corpo pode provocar perda de consciência e até um quadro de oligúria, quando o rim diminui a produção de urina, que passa a ficar forte e concentrada, podendo, inclusive, acarretar em uma insuficiência renal.

É muito importante que  os idosos criem o hábito de ingerir água constantemente, principalmente os fisicamente ativos. A dica é ingerir até 2 litros de água por dia. Contando com a ajuda família, os idosos podem ingerir, pelo menos a cada meia hora, uma dose de 50ml de água todos os dias. Para os idosos que não gostam de beber água, outras bebidas, a exemplo dos sucos, água de coco e chás, são muito benéficas. Frutas e verduras com o percentual de liquido maior como o melão, melancia, e o chuchu também auxiliam bastante.

Fica a dica: água todo dia!


Você sabe quando um idoso precisa de ajuda?

Você sabe quando é hora de ajudar um idoso que está tendo dificuldades nas atividades do dia-a-dia?  Quando ele esta ficando mais dependente? Com a ajuda do site Cuidar de Idosos, a Maioridade divulga um questionário, cujas as respostas podem te orientar a identificar tal situação:

Viver em segurança:

1. O idoso tem sofrido acidentes devido à fraqueza, tonturas ou incapacidade de andar com segurança?

2. Existem condições perigosas na casa do idoso, por exemplo, banheiro sem alças no box e no vaso, escada perigosa ou muitos desníveis de solo pela casa?

3. O idoso se recusa a usar cadeira de rodas, andador ou dispositivo auxiliar para se mover com segurança, caso precise?

4. O idoso fala sempre em morte, vontade de morrer ou que a vida já não vale mais a pena? Ou reclama de muita solidão?

Alimentação:

1. O idoso não consegue ou não gosta mais de cozinhar? Ou não tem mais ninguém em sua casa, que cozinhe para ele?

2. O idoso está com alguma doença mais séria, anemia, perda de peso ou algum outro quadro sugestivo de desnutrição?

3. Será que o idoso come somente alimentos  industrializados (biscoitos e frituras), evitando comida de sal ou frutas e legumes?

4. É comum o idoso reclamar que se esqueceu de comer? Ou você percebe que ele salta refeições?

Autocuidado e higiene pessoal:

1. Percebe que o idoso não toma banho diariamente e que apresenta sempre aquele cheiro característico de urina, na roupa?

2. O idoso costuma ter problemas de incontinência e reclama que não dá tempo para chegar ao banheiro?

3. O idoso quase nunca está  limpo, asseado, com boa higiene bucal e cabelos lavados e escovados? O idoso não troca diariamente suas roupas, não se veste com roupas adequadas?

4. Sua roupa de cama nunca está limpa, sem cheiros de urina e são trocadas semanalmente?

Uso de medicamentos e consultas com o médico:

1. Será que o idoso se esquece de tomar os medicamentos prescritos pelo seu médico?

2. É comum o idoso tomar uma dose inadequada de medicamentos, propositadamente ou acidentalmente?

3.  O idoso sabe manusear bem os remédios que toma? Sabe ler e interpretar uma receita médica? Consegue contar as gotas do medicamento ou a quantidade de mililitros de um xarope ou solução?

4. Percebe que o idoso é incapaz de pedir ajuda em caso de uma emergência?

5. Os problemas de audição do idoso afeta a capacidade em pedir por telefone ajuda de familiares, vizinhos e amigos?

6. O idoso esquece com freqüência de ir às consultas médicas agendadas?

Gerenciar a própria vida:

1. O idoso tem dificuldade de lidar com o seu dinheiro? Faz confusão com conta bancária? É incapaz de lidar com caixa eletrônico e extratos bancários?

2. É comum o idoso se perder na rua e sempre tem algum desconhecido ou vizinho ajudando a voltar para sua casa?

3. O idoso esquece freqüentemente do nome dos netos, dos sobrinhos ou dos filhos?

4. Percebe que o idoso vem apresentando comportamentos inadequados, socialmente inapropriados e que não reflete seu temperamento e caráter usual?

5. Os familiares, vizinhos ou amigos percebem que o idoso reclama muito de pessoas, conhecidas ou não, que estão perseguindo ou roubando seus pertences? Estão achando o idoso muito desconfiado ou agressivo?

Todas as perguntas foram formuladas para responder SIM OU NÃO. Quanto mais independente e autônomo for o idoso, mais respostas NÃO você responderá. Ao contrário, quanto mais dependente e frágil  for o idoso em questão, mais respostas SIM serão assinaladas.

Poucas respostas SIM podem significar algum problema de saúde ou social pontuais, talvez mais fáceis de solucionar. Mas que se for deixado de lado, poderá colocar a qualidade de vida do idoso em xeque, no futuro. Nesses casos, o acompanhamento e supervisão de algum familiar, de amigos e vizinhos ajudarão muito. Se a maioria das respostas for SIM, retrata claramente que o idoso ou a idosa em questão vem apresentando dificuldades sérias para gerenciar e cuidar de sua própria vida e que alguma doença ou condição de saúde ou familiar está bastante afetada. Nesse caso, procure uma ajuda especializada.

A Maioridade oferece o serviço de atendimento domiciliar e acompanhamento familiar que poderão te ajudar a lidar com o seu idoso. Entre em contato e agende uma visita em nossa Casa. Estamos a disposição para atendê-lo.

 


Meu idoso recusa tomar medicação. O que faço?

A primeira coisa que deve ser feita é a mudança de conduta do cuidador. É muito comum, o cuidador oferecer muitas informações sobre a situação, favorecendo que o idoso recuse ou até mesmo jogue fora toda a medicação.
Chegue perto do idoso com a medicação preparada. Não pergunte e nem avise que está na hora da medicação, somente entregue a ele, de preferência na mão do idoso, favorecendo a autonomia, dizendo “este é para você, aqui esta a sua água”. O mais importante para que esta técnica tenha o resultado esperado é a certeza e a confiança do cuidador.
Quanto maior o número de explicações e justificativas que damos aos idosos, maior a confusão. As queixas precisam ser ouvidas, apenas ouvidas. O direito do idoso reclamar, repreender ou falar não significa que ele queira respostas ou mudanças.
O idoso precisa resgatar seu direito de se posicionar na vida e nas situações.  As vezes, somente o fato de falar é o suficiente para reorganizar o pensamento.
Essa é a nossa dica.

Dica: Alimentação “participativa”

Quando um idoso for se alimentar, precisamos possibilitar a ele fazer suas escolhas. O idoso deve ser um momento de prazer, de alegria. Descubra juntos o que ele quer. O direito de escolha possibilita grandes avanços na recuperação de um idoso.


Saiba conviver com a demência do seu idoso

O idoso percebe tudo que acontece a sua volta, mas, infelizmente, nem sempre consegue traduzir e transformar em sentimento todas as suas sensações. Então, não faz sentido para quem cuida a maioria de suas reações. Quando a confusão estiver instalada no ambiente, observe as palavras apesar de soltas e sem um sentido imediato. Elas são a senha para descobrir o caminho a trilhar em busca de atender a sua necessidade. Tivemos a oportunidade de conviver com uma idosa que não respondia as perguntas, mas conversava com uma boneca fazendo perguntas que conseguimos traduzir como sua necessidade a cada momento. Por exemplo: “Está doendo aqui, neném (apontando para o corpo da boneca)? Está com fome? Está com frio?”. E assim por diante. Por isso, fique sempre atento.  De forma indireta, mesmo em confusão, o idoso será capaz de dizer o que quer ou que sente.

 

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